domingo, 13 de maio de 2012

Mère

Francamente, eu não te culpo por tudo que aconteceu. Não culpo ninguém. Até agradeço em certos momentos por tudo. Talvez se a vida não tivesse nos colocado este empecilho eu não fosse assim hoje. Sabe, eu cresci muito, e as coisas comigo funcionam de maneira diferente que com as pessoas que mantém uma base comum. Esse erro teu, fez com que eu criasse um perfil enigmático, que não consegue desabrochar nem tampouco dizer o que sinto aos demais humanos que me rodeiam. Eu poderia olhar nos teus olhos e dizer "Viu o que você fez?" mas não teria coragem. Quem sou eu para julgar-te? Olha, em dias assim, a ausência me dói três vezes mais, a falta foi superada, mas é que sou humana e mantenho um coração batendo dentro desta caixa e ele sente um vazio que por mais que dez outras mães surjam, ele continuará a aparecer nesses dias como hoje. Não quero que sinta-se feliz por eu estar expondo essa situação, por estar falando em você, entenda, isso não é um apelo de saudades é uma declaração de conformismo que pode ser até contraditória, mas o que não é contraditório quando está relacionado a você?.Bom, seja feliz, voe com o vento e encontre seu destino. Obrigada por ter me posto no mundo literalmente.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Esperanças novinhas em folha*

Tenho passado por algumas transformações. O novo tem  vindo com  muita ânsia de ficar e tem  gerado certo tormento em  minha cabeça. Amo mudar, adoro essa coisa de estar em  um lugar diferente a cada dia, de conhecer tudo de inédito que o mundo tem  a me mostrar. Estou em  um  lugar completamente diferente do que imaginei, lidando com  situações até inusitadas e estou tirando o que de melhor essa experiência tiver, queria que fosse 'para sempre', mas a vida já mostrou da pior maneira possível que para mim o 'para sempre' não existe. Estou confusa em meio a tantos pensamentos e mudanças, mas não perdi ainda minhas esperanças, e a cada dia tenho uma novinha em folha me esperando para (re)começar. O coração, bom, aprendeu a verdadeira função, bate cada vez mais valente e deixou o cérebro decidir o que é melhor para mim. Estou no ápice da minha alegria, ultimamente tenho tido tempo para contemplar o que de melhor a vida tem me dado, deixei inúmeras coisas/pessoas que nada me acrescentavam para trás e então tudo começou a caminhar. Ei vida, obrigada. Fique assim por mais tempo, por mais um segundo, deixe-me ser feliz, maybe this time, I'll be lucky.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A poderosa

Andava pelas ruas com seu olhar de desdém, o poder emanava de sua pele. Ela era a mulher que todo homem queria em sua casa, em sua cama. De poucas e sábias palavras, pensamentos e objetivos fixos. Sabia ser doce. Na verdade, era agridoce. Politicamente decidida. Relacionamentos sérios nunca fizeram parte de sua vida, enjoava de seus companheiros com a mesma facilidade que retocava seu batom vermelho. Amante de bebidas fortes e conversas inteligentes, sarcástica, ela era realmente uma mulher poderosa. Abominava todo e qualquer tipo de mulher omissa. Era um exemplo. Mas toda aquela armadura, aquele batom vermelho, escondia algo, talvez fosse um coração. Talvez não.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vai Vedrai¹

É, o destino realmente não tinha nada programado para nós. Não deu certo. Mas valeu a tentativa -frustrada-. Agora você vai morar em outro lugar, provar novos sabores conhecer novos nuances e sons e eu no fundo estarei no martírio por não estar lá, com você. Vai com o vento em busca da tua felicidade.Eu fico aqui em busca da minha. Leva contigo tudo o que foi bom entre nós, aquele amor de adolescente, os cartões, as fotos, o meu cheiro, o meu batom vermelho na tua camisa, minha marca nas tuas costas, o último suspiro, o último abraço. Pode deixar que aqui eu guardarei tudo, e quando a saudade bater eu prometo lembrar com carinho. Até os maus momentos, porque querendo ou não, você me fez crescer, de um jeito torto me ajudou no meu processo de libertação. Serei eternamente grata. Presta um pouco de atenção na vida, cresce um pouco, isso também vai te ajudar a viver num lugar longe assim. Retribui os sorrisos que te derem, abraça as oportunidades que vierem. Abraça o mundo com os braços, deixa as pernas para caminharem de volta ao meu encontro.  E se não der, aqui fica o meu obrigado, tá?! Por tudo, por nada.


¹ Vai Vedrai é uma música do Cirque du Soleil

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O apito final

Nada ficou no lugar. Você foi e deixou um furacão em minha vida. Os sentimentos confusos, a cabeça desnorteada e o coração em pedaços. Mendiguei migalhas do seu amor por algum tempo e depois desisti. Demorou muito reconstruir cada caquinho que você estilhaçou, sim, demorou muito tempo para que eu entendesse que eu precisava amar a mim. Foi difícil 'engolir' suas palavras secas de "não temos nada a ver, nunca dariamos certo"... Você não sabe (ou sabe) o mal que me causou...
Mas agora tudo está no seu devido lugar . Mas parece que machucar uma pessoa uma única vez não agrada muito os homens do seu 'tipo', você tem de voltar e tentar pisar mais uma -ou duas- vezes. Tem de voltar com uma máscara de bom moço dizendo o quanto maravilhosa sou ou o quanto seria bom estar ao meu lado num determinado momento, diz que mudou e que agora está disposto a estar ao meu lado para sempre. Apesar de toda a saudade, apesar de no fundo minh'alma ainda pedir um pouco da sua, no fundo no fundo aquele sentimento safado pedir teu colo como abrigo, a razão agora fala mais alto. Culpe-se por eu ter me tornado uma mulher assim. Sempre ocupada -para você-, monosilábica, fria, arisca, como quiser... A culpa é toda sua, sem mais. Mas não pense que isso foi ruim para mim, não. Pelo contrário, foi ótimo! Agora sou minha prioridade, sua ausência tornou-se inexistência. E o vazio... bom, o vazio tornou-se parte de um amor fracassado. A vida sem você tem outra cor, o meu sorriso não depende do seu nem do de ninguém, vivo para mim, sabe como é? não, não sabe, eu sei que não. Não quero ficar na posição em que você esteve, mas agora segue sua vida, sem mim. Porque nós, bem, nós não temos nada a ver e nunca daríamos certo!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Chega!

Uma, duas, três, quatro, cinco... "O preço que se paga ás vezes é alto demais, é alta madrugada já é tarde demais...", seis, sete "Dai-me força, fé, luz e um novo amor..."
Na quinta onda, os fogos explodiam no céu, as ondas ficavam cada vez mais fortes e eu pedia no fim de cada pulo um novo amor.  Gessinger me interrompe dizendo que tenho uma nova ligação, era você. Três chamadas e duas mensagens... Mas... você?
 O ano é novo, mas o livro não, notei isso. Não adianta virar a página e escrever com uma caneta colorida que ali inicia-se uma nova fase, não se algo estiver inacabado.

Sabe, eu tento fugir de 'nós' o quanto eu posso, não atendo, não respondo, evito todo e qualquer tipo de contato. Mas você me persegue. Por que agora? Por que não fez isso enquanto eu queria tanto? Foi necessário eu derramar lágrimas para você notar que era verdadeiro? Desculpa, mas eu não entendo o motivo das suas ligações, dos seus convites, das suas mensagens... Isso cria uma ponta involuntária de esperança em mim e não gera agrado de maneira alguma. Algo entre nós não está resolvido, essa história pode ter uma continuação, mas é melhor que tenha um fim. 'Chega de me doar, chega de me doer'. Vamos acabar com isso. Se não existiu amor na primeira tentativa, ele não nasceu de uma hora para outra no seu coração, não me tornei a-mulher-da-sua-vida de uma hora para outra. Olha, eu ainda sou a mesma, minhas manias ainda vão te incomodar, meus livros ainda vão ser minha prioridade, as músicas ainda são as mesmas... A única coisa que mudou foram meus sentimentos, ledo foi seu engano se achou que eu iria atender sua ligação com as mãos trêmulas e borboletas na barriga, chega. Acabou, repito, vire sua página como virei a minha e tente algo novo. Não vamos errar, de novo.