Hoje é segunda, treze.
Pior que uma sexta treze, só uma segunda.
Pior ainda, nosso dia sem você ao lado.
Dois anos que o treze passou a ser meu número da sorte.
Dois anos que aprendi que posso sim, amar intensamente mesmo você estando há vários quilômetros de distância.
Dois lindos anos de sorrisos, cumplicidade, lágrimas e amor.
Sobretudo, amor.
Muito amor.
Redundante, piegas e clichê, AMOR.
Torto, do nosso jeito, Amor!
Feliz dia treze, treze vezes, amor!
domingo, 12 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
MAKTUB.
Ela sabia que aquele romance seria um grande problema em sua vida.
MAKTUB.
Ela também sabia que queria viver aquilo. Só não sabia como.
Ela olhava fixamente para aqueles olhos mel e o sorriso largo e sempre otimista e pensava que poderia ficar ali admirando por pelo menos os próximos 200 anos.
Ela apaixonou-se pelos pequenos detalhes, pelo pouco de carinho que fora demonstrado. Encantou-se por aquilo que poderia ser.
Mas ela sabia em seu íntimo que era problema. Mas decidiu arriscar.
Sorriu de volta, tomou um, dois, dez drinks e compartilhou toda a sua vida. Abriu-se, deu a chave da casa e do coração. Viveu por grande parte do tempo em um mundo fabuloso onde ali só existia o amor.
Entregou - se inteiramente, mergulhou...
Esqueceu por um ano e meio que já sabia que o romance era problema.
Quanto mais alto o amor a levava, mais alto ela queria ir.
Estava feliz como há muito não fora.
Mas aí a realidade dura, cruel e muda, bateu a sua porta e quando ela abriu, a realidade puxou o amor pelo braço, como quem já havia dito para o amor não juntar - se com essa gentalha e o levou.
Ela? Ficou ali, na porta, parada, sozinha.
E na sua cabeça, apenas um pensamento martelava:
'Você sabia que era problema.'
MAKTUB.
MAKTUB.
Ela também sabia que queria viver aquilo. Só não sabia como.
Ela olhava fixamente para aqueles olhos mel e o sorriso largo e sempre otimista e pensava que poderia ficar ali admirando por pelo menos os próximos 200 anos.
Ela apaixonou-se pelos pequenos detalhes, pelo pouco de carinho que fora demonstrado. Encantou-se por aquilo que poderia ser.
Mas ela sabia em seu íntimo que era problema. Mas decidiu arriscar.
Sorriu de volta, tomou um, dois, dez drinks e compartilhou toda a sua vida. Abriu-se, deu a chave da casa e do coração. Viveu por grande parte do tempo em um mundo fabuloso onde ali só existia o amor.
Entregou - se inteiramente, mergulhou...
Esqueceu por um ano e meio que já sabia que o romance era problema.
Quanto mais alto o amor a levava, mais alto ela queria ir.
Estava feliz como há muito não fora.
Mas aí a realidade dura, cruel e muda, bateu a sua porta e quando ela abriu, a realidade puxou o amor pelo braço, como quem já havia dito para o amor não juntar - se com essa gentalha e o levou.
Ela? Ficou ali, na porta, parada, sozinha.
E na sua cabeça, apenas um pensamento martelava:
'Você sabia que era problema.'
MAKTUB.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Ironia
A vida é uma coisa muito engraçada, anos atrás, eu diria que tudo o que está acontecendo comigo era 'destino'. Hoje eu prefiro dizer que é ironia.
É melhor classificar como algo que você não vai esperar nada dele que classificar como destino e ficar esperando a hora em que você será beijada por um príncipe e ele a levará para um castelo em tão tão distante.
IRONIA.
Sempre foi.
Desde muito tempo.
As coisas comigo nunca foram óbvias. Nunca foram fáceis. E mesmo assim, nunca desisti.
Eu sempre quis enfrentar meus medos, sempre tentei segurar minha própria mão e me dizer 'Patricia, calma.' Mas tive minha fase cinderelesca onde acreditei que o mundo além do meu mundo era maravilhoso e que as pessoas eram boas como pareciam no comercial de margarina.
Criei asas, quis voar.
Na primeira tentativa, caí.
Chorei.
Sangrei.
Levantei.
Segui em frente.
Sorri.
Tentei acreditar nas pessoas que me rodeavam, erro.
Cai novamente.
Realmente as pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor que elas. E num tom de 'eu estou brincando', elas destroem todas as suas aspirações. Dói? Não é pouco.
Mas pensei 'até quando vou sangrar por motivos tão banais?'
Decidi ser o que sou.
Levantei a cabeça.
Incomodei o mundo.
Incomodei a mim.
Fechei o conto de fadas e abri o livro da minha vida.
No início estava escrito 'E fora feliz para sempre desde que decidiu não temer.'.
É melhor classificar como algo que você não vai esperar nada dele que classificar como destino e ficar esperando a hora em que você será beijada por um príncipe e ele a levará para um castelo em tão tão distante.
IRONIA.
Sempre foi.
Desde muito tempo.
As coisas comigo nunca foram óbvias. Nunca foram fáceis. E mesmo assim, nunca desisti.
Eu sempre quis enfrentar meus medos, sempre tentei segurar minha própria mão e me dizer 'Patricia, calma.' Mas tive minha fase cinderelesca onde acreditei que o mundo além do meu mundo era maravilhoso e que as pessoas eram boas como pareciam no comercial de margarina.
Criei asas, quis voar.
Na primeira tentativa, caí.
Chorei.
Sangrei.
Levantei.
Segui em frente.
Sorri.
Tentei acreditar nas pessoas que me rodeavam, erro.
Cai novamente.
Realmente as pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor que elas. E num tom de 'eu estou brincando', elas destroem todas as suas aspirações. Dói? Não é pouco.
Mas pensei 'até quando vou sangrar por motivos tão banais?'
Decidi ser o que sou.
Levantei a cabeça.
Incomodei o mundo.
Incomodei a mim.
Fechei o conto de fadas e abri o livro da minha vida.
No início estava escrito 'E fora feliz para sempre desde que decidiu não temer.'.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Depois da curva.¹
Hoje o céu está pesado. Hoje eu não queria ver ninguém. Hoje, especialmente hoje, eu queria estar sozinha. Trancada. Calada.
Mas a vida não para enquanto eu sofro. Sabe-se lá se é sofrimento mesmo.
Não, eu não aprendo. E talvez eu nunca aprenda a lidar com gente vazia, com gente ruim. Por isso eu sempre apanho.
"Cada um só dá aquilo que tem.", cansei de não receber nada.
Mas a vida não para enquanto eu sofro. Sabe-se lá se é sofrimento mesmo.
Raiva. Isso, talvez seja raiva!
Raiva por não ter sido suficiente. Raiva por ter deixado ir. Raiva por ter dado oportunidade duas vezes. Sobretudo, raiva por ter dedicado Engenheiros do Hawaii...Não, eu não aprendo. E talvez eu nunca aprenda a lidar com gente vazia, com gente ruim. Por isso eu sempre apanho.
"Cada um só dá aquilo que tem.", cansei de não receber nada.
terça-feira, 3 de março de 2015
Turbilhão
A vida é uma roda gigante que não para nenhum instante.
Se você acha que está com ânsia de vômito e precisa que ela desacelere para você poder acompanhar, amigo só te informo uma coisa, ela vai passar por cima de você.
Nos últimos meses tantas coisas me aconteceram que pensei que a minha roda gigante estava desenfreada. Me vi surtando, me vi fora de mim. E quando pensei que abanar a bandeira de SOS fosse fazer com que as coisas melhorassem ao menos um pouco, fui atropelada por meus atos. Todos os dias aprendemos algo novo, eis aqui uma frase célebre apesar de clichê. Aprendi com os últimos acontecimentos que pessoas são completamente indecifráveis. Que você nunca, nunquinha saberá o que está passando na cabeça da pessoa que está ao seu lado nem tampouco o que sente o coração dessa pessoa.
Por muitas vezes fui rotulada como uma pessoa sem coração, fria. Mas ninguém nunquinha nessa vida me questionou quais são minhas aspirações de vida. As pessoas sabem seu nome e já acreditam conhecer toda a sua história, não é bem assim.
Agir com racionalidade, agir como ser humano faz de você diante a sociedade um monstro, uma pedra de gelo que toma decisões.
As pessoas te julgam de qualquer forma. As pessoas são ressentidas. Tudo machuca, tudo dói. Ninguém aceita um não de bom grado. É difícil a cada dia ter de levantar e saber que tem uma massa ressentida que assim como a vida, não para te esperando atrás da porta.
Se você acha que está com ânsia de vômito e precisa que ela desacelere para você poder acompanhar, amigo só te informo uma coisa, ela vai passar por cima de você.
A vida, o tempo, eles não param.
Por que você deveria parar?
Nos últimos meses tantas coisas me aconteceram que pensei que a minha roda gigante estava desenfreada. Me vi surtando, me vi fora de mim. E quando pensei que abanar a bandeira de SOS fosse fazer com que as coisas melhorassem ao menos um pouco, fui atropelada por meus atos. Todos os dias aprendemos algo novo, eis aqui uma frase célebre apesar de clichê. Aprendi com os últimos acontecimentos que pessoas são completamente indecifráveis. Que você nunca, nunquinha saberá o que está passando na cabeça da pessoa que está ao seu lado nem tampouco o que sente o coração dessa pessoa.
Por muitas vezes fui rotulada como uma pessoa sem coração, fria. Mas ninguém nunquinha nessa vida me questionou quais são minhas aspirações de vida. As pessoas sabem seu nome e já acreditam conhecer toda a sua história, não é bem assim.
Agir com racionalidade, agir como ser humano faz de você diante a sociedade um monstro, uma pedra de gelo que toma decisões.
As pessoas te julgam de qualquer forma. As pessoas são ressentidas. Tudo machuca, tudo dói. Ninguém aceita um não de bom grado. É difícil a cada dia ter de levantar e saber que tem uma massa ressentida que assim como a vida, não para te esperando atrás da porta.
Mas meu amigo, a vida não para.
Prefiro ser redundante a ser omissa, desculpe-me.
Todos os dias visto minha capa protetora e saio para o mundo para defender meus ideais, para alcançar meus objetivos, mesmo que a cada dia eu leve uma pancada, mesmo que todos os dias eu caia dez vezes, eu saio. Eu dou minha face para que a vida bata sem piedade. A dor estimula o crescimento. E olha amigo, eu já estou quase do tamanho da minha roda gigante, daqui a pouco ela vira enfeite na minha estante. Sabe por que? Porque eu não tenho medo do que o mundo pensa sobre mim. Porque eu não canso de apanhar. Porque eu não ligo por ser rotulada.
Da vida e das pessoas caro amigo, não peço amor. Peço respeito.
domingo, 27 de julho de 2014
O caiçara, a carta e a caixa.
Eu poderia começar essa história com um belo "Era uma vez", mas não, prefiro começar com minha expressão preferida, "DEU RUIM". Sim, primeiro porque esta expressão define absolutamente o discorrer desta história e porque o vilão deste conto odiava a mesma.
...
Eu já estava ciente de que isso seria uma cilada. Mas o que foi? Eu estava acostumada com ciladas, caras cafajestes que sempre iniciaram um papo comigo afim de um ponto final na cama.
...
Mas o cafajeste em questão, o caiçara, tinha uma estratégia nova e desconhecida por algumas mulheres como eu.
Ele começou falando sobre música, me encantou quando disse que amava Mallu Magalhães. Gente, que homem hétero confessa a uma mulher que está flertando que ama Mallu?? Citou O Teatro Mágico, Lenine e todo o acervo de músicas que eu costumava ouvir no trajeto casa-metrô-banco, banco-metrô-casa. Dias de conversa e então ele me questionou se eu gostava de chocolates e eu disse quem sim, questionou também se eu gostava de flores, (na verdade, eu odeio flores) e eu disse que sim. Mas estava tão dopada por meu remédio de dormir que tomo e dez minutos depois puft, morri que nem me liguei que este era um segundo passo para o caiçara metido a Don Juan. Dormi.
-Próximo.
- Oi, tudo bem?
-Ãn? O que você está fazendo aqui? (riso de canto de boca)
-Eu vim trazer um presentinho pra você.
Tira da bolsa que me fez confirmar mesmo que ele tinha um estilo caiçara uma flor e um chocolate.
Ponto para o caiçara. Ele me ganhou.
Passei o dia atendendo clientes e fazendo empréstimos olhando para aquela flor e pensando "Agora vai!"
Tadinha, não sabia o que estava por vir.
E então acreditávamos que daria certo. Comecei a me apaixonar e fazer burrada, dediquei minhas melhores músicas a ele e achava que as coisas eram tão mais lindas quando ele estava. Ele raramente esteve. Assistimos um jogo do Brasil juntos e foi cômico, eu não sabia agir diante toda a família dele, parecia que eu estava em piloto automático. Atividade concluída.
O caiçara sabia como brincar naquele jogo, eu já estava com todas as jogadas entregues, seria fácil ele concluir.
-Tenho outro presente para você.
-Outro?
-Aham, só lê depois que eu estiver saído.
-Tá. Eu também tenho um, toma.
Era um dvd do Lenine, um dos meus cantores preferidos. Mas vale ressaltar que não gastei um tostão do meu bolso nele, menos um ponto para mim.
Quando abri minha bolsa para ver o que o caiçara tinha deixado lá vi um papel, era uma carta.
MEU DEUS, QUE COISA MAIS LINDA, QUEM MANDA CARTAS NOS DIAS DE HOJE?- pensei.
Na carta ele me chamava de ladra de sorrisos, ai que lindo.
Eu estava tão na dele. Tão na dele que guardei a carta em uma caixa que só guardo coisas importantíssimas.
Uma semana após a carta e uma sequência assustadora de declarações, chegou o momento "temido".
-Eu não quero mais você.
-Como assim? Aconteceu alguma coisa?
-Não, eu só não quero mais você, estou conversando com outra pessoa.
-Tá, boa sorte.
-Tá.
Lá estava eu, na estação de metrô, com lágrimas nos olhos, o coração partido e com uma carta maldita guardada na minha caixa de coisas importantíssimas.
Não deu certo com o caiçara. Ele foi só mais um, que deu ruim.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Você vai lembrar.
E você disse que sabia o que estava fazendo conosco. Acreditei em suas palavras, entreguei meus segredos, a chave da casa e meu coração. Seria perfeito se fosse da forma que eu sonhava. Mas esse sonho precisava de duas pessoas sonhando, mãos dadas, corpos colados e corações com a mesma batida. O que você fez conosco?
Nada.
Como quem enjoa de um doce, você enjoou, empurrou o prato e disse "não quero mais!".
Foi embora, bateu a porta. Me deixou ali, no chão.
Não foi diferente.
Mas eu pensei que você era diferente.
Ledo engano.
Não espero -nem quero- seu regresso. Você não sabe bem o que quer, se é que você quer algo.
Entregue teus melhores beijos, teus abraços a alguém que como você não saiba bem o que quer, ou a alguém que seja acostumado a lidar com relações mornas.
Você vai lembrar de mim.
Não hoje. Não amanhã.
Um dia.
Você vai lembrar de mim e questionar porque me deixou ali e decidiu partir.
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